Anti Slop
A IA tornou o conteúdo infinito. A gente faz valer a leitura.
O problema não é a IA ter escrito o seu texto. O problema é ela ter apagado você dele.
O slop chegou antes da máquina
Em 2018 o feed já reciclava opinião vazia. Ebooks trocavam uma hora de leitura por cinco minutos de substância. Webinars faziam a gente esperar pela aula até descobrir que a aula era um pitch. Parte disso vendeu. E continuou desperdiçando o tempo de quem lia.
A IA não inventou nada disso. Só tirou o limite econômico de produzir. Uma pessoa escreve slop. Uma agência escreve. Um modelo escreve. Quem digitou nunca foi a pergunta.
Slop é quando o motivo de publicar toma o lugar do motivo de ler.
A gente não detecta se a IA escreveu. A gente detecta se você sobreviveu à edição.
Traduzir, corrigir gramática, deixar uma frase mais clara: tudo legítimo, principalmente se inglês não é a sua primeira língua. A gente também faz isso.
A fluência vira problema num ponto específico. Ela tira o seu ritmo. Troca o seu vocabulário pelo vocabulário médio. Alisa a contradição que tornava a história verdadeira. Apaga o detalhe que só você podia ter visto. Quando isso acontece, o texto está correto e não tem ninguém dentro.
Polido, plausível e não é mais seu.
Story Proof Check
Você ainda está dentro desse texto?
Três perguntas antes do texto. Depois é só colar. A gente lê contra cinco coisas: intenção, história, especificidade, voz, permanência. Você recebe um veredito, as linhas exatas que o justificam, o que está funcionando, onde você sumiu, perguntas para recuperar o que falta e movimentos concretos de edição. Não é uma reescrita. Nenhum email antes do diagnóstico.